Sérgio , na rua beirando o rio, perpendicular a de sua mãe, passou e levou, ao ver Neyde , de shortinho do pijama se ajeitando pra sentar no degrau da porta, ao lado de uma criança. Parar ele não parou, só o tempo por um instante descompassou para ele fotografar um momento da bela, e, para mudar o curso de sua vida. Voltou, atravessou a rua, puxou assunto, logo Neyde abriu o largo sorriso e dilatou o coração de Sérgio, como ele costumava dizer, sobre a pretinha com quem se casaria com o consentimento do pai e de sua irmãzinha. Ele, com um pé no degrau: - tudo bem? - Já comeu? - Não! - Entra… Já pra dentro menina! - Aaah… - Senta… - Tá! - Vou fazer os pratos… - Quem é você?... - Deixa ele, aqui o seu… - Já lavou a mão? - Jaaaá!... - Sei, viu… Come! - Oremos… Amém! - Bom apetite! - Igual… Aceita se casar comigo? - Deus te dê uma boa sorte, meu filho, disse sua mãe fazendo o sinal da Cruz na testa. Casaram e, por ali mesmo, na casa do sogro, moraram nos três anos que nasceram os três ...
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